sexta-feira, 29 de agosto de 2008

1984

Romance escrito em 1948 (ráá... pegaram o trocadilho? rs) por George Orwell (que na verdade é pseudônimo de Eric Arthur Blair).
Retrata as perversões de um governo totalitarista, capaz de alterar a história ("O passado é o que dizem os registros e as memórias. E como o Partido tem pleno controle de todos os registros, e igualmente do cérebro dos seus membros, segue-se que o passado é o que o Partido deseja que seja.") e a língua ("Duplipensar quer dizer a capacidade de guardar simultaneamente na cabeça duas crenças contraditórias, e aceitá-las ambas.") de uma sociedade, através de opressão e tortura, impossibilitando qualquer liberdade de sequer ter pensamentos que contradigam o governo e controlando os membros do Partido diariamente através da "Teletela".
A Teletela é um meio de comunicação que permite ver e ser visto. Ao mesmo tempo que o Partido controla tudo o que o cidadão assiste, o aparelho permite também o controle sobre as atitudes do cidadão, sendo este vigiado dia e noite em sua própria casa.
O Grande Irmão (Big Brother... já já expresso minha revolta quanto a isso) é o símbolo do Partido, a quem todos os membros devem amar e de quem há diversos cartazes espalhados pela cidade com a frase "O Grande Irmão está a observar-te". Meu pai já tinha me contado que Big Brother era uma referência ao romance, mas como nem o reality show nem o romance me interessavam na época, eu resolvi não dar atenção. Mas agora que eu li eu acho um absurdo terem desvirtuado tanto isso. Fizeram uso do termo de um livro sensacional pra um programa de tv imbecil?? O Big Brother de 1984 NADA tem a ver com o Big Brother da Globo. Submeter-se a um reality show na tentativa de ganhar algum dinheiro, assinar algum contrato com a Playboy ou coisas do tipo é completamente diferente de ser submetido a vigilância constante, de ter a vida e a mente controladas pelo governo sem poder ter nenhum comportamento que seja considerada estranho.
Bom... voltando ao livro, antes que eu jogue minha televisão longe. No desenrolar da história, você acompanha os primeiros pensamentos de Winston Smith contra o Partido, que se intensificam ao conhecer Júlia. Winston e Júlia iniciam um relacionamento secreto, pois sexo para o Partido ocorre unicamente com o intuito de procriar e é desencorajado qualquer relacionamento onde possa haver atração física.
Ao longo do romance, aparecem termos em Novilíngua, como duplipensar, crimidéia e impessoa, cujo significado eu não vou escrever aqui porque vocês também precisam ler o livro, né? rs
O final eu também não conto, mas eu digo que dá uma sensação pior que tristeza. A sensação é de completa desesperança!
Mesmo assim não deixem de ler. Foi um dos melhores livros que eu li na vida!

2 comentários:

Anônimo disse...

Acabei de pedir pra vc entrar no msn, preciso te perguntar uma coisa que não entendi direito sobre o livro!
E a crônica é realmente muito boa não é?! Eu comprei um livro de crônicas da bienal Lu, que ótimo, chama As Cem Melhores Crônicas Brasileiras, tem crônicas dele, do Vicicius, da Clarisse Lispectos, do Fernando Sabino, do Millôr, do Arnaldo Jabor, do Chico Buarque ahuahhuauha me empolguei, mas é Ó T E M O!
e quanto ao livro, o Fe tmb sempre me disse ser muito bom...mas eu nunca li por causa de A Revolução dos Bichos, que na verdade eu deveria rever meus conceitos pq eu li quando estava na 7ª série e não entendi nada, talvez eu gostasse dele hoje em dia, vou ler 1984 depois que ler os 3 :O livros que tenho da faculdade...

Murilo de Sousa disse...

Lú, genial a idéia de escrever um blog! Como eu já comentei com a autora, me deprime a idéia de viver meus sei-lá-quantos-anos e não deixar nada registrado! Fica aqui registrado minha gratidão pelo impacto que sua iniciativa teve comigo (parar de pensar que escrever, e escrever logo!). Em tempo, gostei dos posts (você ganhou mais um leitor), e 1984 está em meu "to-read-list"!!
Bj loira!